O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) defendeu nesta 2ª feira (22.jun.2026) mudanças nas regras do Bolsa Família e afirmou que o programa tem contribuído para formar uma “geração de quase imprestáveis”. O ex-governador de Minas Gerais defendeu um bônus de R$ 5.000 para beneficiários que conseguirem emprego com carteira assinada.
A declaração foi dada durante o evento “Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria, em Brasília.
Zema defende que o governo federal deveria adotar mecanismos para incentivar beneficiários a ingressarem no mercado formal de trabalho.
“Eu vou dar um prêmio de R$ 5.000 [a quem deixar o programa ao conseguir emprego com carteira assinada]. Esse prêmio, em 5 ou 6 meses, está quitado”, declarou. Segundo ele, a medida seria compensada pela arrecadação gerada com a formalização do trabalhador e pela redução do pagamento do benefício.
O Bolsa Família é o maior programa de transferência de renda da história do Brasil. Em junho, 19,35 milhões de famílias receberão um benefício médio de R$ 677,66. Em novembro de 2025, eram 18,66 milhões de cadastros. Foram admitidas 690 mil novas famílias no período, no saldo geral.
Ao responder sobre o futuro do programa em um eventual governo, Zema disse que pretende endurecer exigências para homens em idade ativa, especialmente aqueles que não concluíram os estudos básicos. Para o pré-candidato, beneficiários deveriam ser estimulados a concluir o ensino fundamental, o ensino médio ou a fazer cursos profissionalizantes.
O ex-governador afirmou que empresários e prefeitos relatam dificuldades para contratar trabalhadores em diversas regiões do país. Segundo ele, parte dos beneficiários prefere permanecer recebendo o auxílio e realizando trabalhos informais.
“Hoje as pessoas estão se recusando. Elas querem ficar nessa zona de conforto que se criou”, disse a jornalistas.
Na sequência, Zema afirmou que a permanência prolongada no programa social sem qualificação profissional prejudica a inserção dos beneficiários no mercado de trabalho.
“Isso perpetua uma geração que eu tenho denominado quase que de imprestáveis. Porque daqui a 5, 10 anos, ninguém se qualificou. Ninguém está preparado para um mercado de trabalho que demanda cada vez mais conhecimento”, declarou.