Um bairro planejado em Santa Catarina, o Colinas de Camboriú, pode se tornar um negócio de mais de R$ 10 bilhões. Localizado a cinco minutos dos edifícios de Balneário Camboriú, o empreendimento ocupa uma área de 400 mil metros quadrados de preservação permanente, adquirida pelo pai dos sócios Luian Silvestre e Aujor Fernandes Silvestre Filho há mais de 50 anos. Desde 2019, os lotes residenciais e comerciais estão à venda, e a projeção para 2026 é de que o valor geral de vendas (VGV) ultrapasse R$ 10 bilhões.
Em entrevista ao InfoMoney, Luian Silvestre, sócia-administradora do Colinas de Camboriú, afirmou que o projeto foi concebido como bairro planejado — ou smart city — por permitir agregar mais valor. Segundo ela, o terreno comprado por seu pai era a única área urbana remanescente na região apta a receber um empreendimento desse porte. São 796 lotes em um bairro aberto, sem restrições de entrada. Silvestre garantiu que os moradores podem ter tudo de que precisam em até 15 minutos a pé, definindo o local como uma união entre hardware e software: “O hardware, eu digo que é a terra. A gente tem a terra bem desenvolvida, bem parcelada. E o software é a vida, é a gestão do bairro, o que você coloca para esse bairro ser uma garantia de valorização e certeza de que será bom lugar para morar”, explicou.
Organização do bairro
O Colinas de Camboriú já conta com moradores desde 2023 e é altamente setorizado, com foco em sustentabilidade. Na entrada, há uma concentração de empreendimentos comerciais — lojas, academias, consultórios. Atualmente, cada um dos 10% dos lotes restantes custa, em média, R$ 1,4 milhão. Estão em construção uma escola bilíngue de 6 mil metros quadrados, com auditório e banheiros nas salas, e uma casa de convívio voltada a pessoas com mais de 60 anos, chamada Senior Living, que oferecerá cuidados especiais, gastronomia, recreação, esportes e lazer.
Dos 796 lotes, 380 são residenciais, onde só é permitida a construção de casas, sem verticalização. O perfil de comprador mais comum são famílias de cerca de quatro pessoas. “O que pode em Balneário Camboriú? Pode uma casa e prédio de 30 andares do lado. E ali, não. Onde é casa, é casa. Onde é prédio, é prédio. Onde é serviço, é serviço”, afirmou Luian Silvestre. Há também setores verticalizados, com prédios de 8 a 16 andares, localizados entre os lotes de casas e os comerciais, voltados a investidores e ao público jovem em busca de qualidade de vida.
O bairro está situado 30 metros acima do nível do mar e conta com sistema de drenagem planejado para evitar alagamentos, fiação subterrânea, pavimentação com materiais de controle térmico, além de áreas verdes e paisagismo. A segurança é feita por empresa privada, com controle 24 horas e câmeras de última geração. Há também uma associação de moradores para sugestões de mudanças e inovações.
Aposta em bem-estar
Para Silvestre, o bairro planejado vai além da organização paisagística. “Esse novo luxo, que está muito em alta, do wellness, da saúde, qualidade de vida e bem-estar, é algo que nós temos por natureza, não é algo que tem que vir alguém num projeto e colocar paisagismo e fazer uma maquiagem, digamos assim, artificial para ficar natural. Nós temos essa natureza por privilégio da nossa área, que ficou há muitos anos ali intocada”, declarou. O foco em bem-estar se reflete nos mais de 30 mil metros quadrados de praças, divididas em três principais: a Praça da Vida, com quadras esportivas e vestiários; a Praça dos Amores, com chafariz e parquinho para crianças; e a Praça dos Sonhos, área contemplativa para observar o pôr do sol, ler, caminhar com animais ou conversar.
Com informações de InfoMoney.