Autoridades dos Estados Unidos manifestaram preocupação de que o acordo em negociação com o Irã estivesse prestes a ruir no início do domingo (14), depois que Israel realizou um ataque contra o Hezbollah nos subúrbios ao sul de Beirute. Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, o episódio deflagrou uma série de esforços discretos para preservar o entendimento e assegurar a aprovação formal por parte de Teerã.

Em contatos com representantes do Catar, que se encontravam na capital iraniana tentando finalizar o pacto, diplomatas americanos buscaram evitar novas retaliações. As autoridades dos EUA acreditavam que o Irã se preparava para lançar ataques contra Israel nas horas que antecederam o anúncio do acordo, e trabalharam para impedir essa ofensiva por meio de discussões de última hora sobre termos específicos do texto.

Preocupação imediata e declarações oficiais

“Depois que os israelenses atacaram Beirute, ficamos muito preocupados”, afirmou o vice-presidente JD Vance em entrevista à Fox News no domingo. “E vimos muitas evidências de que os iranianos iriam lançar um grande número de mísseis contra os israelenses. Com nossa comunicação com eles ao longo do processo para chegar a este acordo de paz assinado, eles nos garantiram que não iriam responder aos israelenses e que iriam assinar este acordo e chegar à paz.”

Não foi possível esclarecer imediatamente se houve alterações no plano nos minutos finais antes de o primeiro-ministro do Paquistão anunciar a conclusão do acordo. Autoridades, no entanto, indicaram que o ataque israelense no Líbano acabou impulsionando as negociações finais.

Reação de Trump e tensão com Netanyahu

O presidente Donald Trump teria ficado enfurecido com os ataques israelenses e expressou sua irritação com o uso de palavrões durante uma ligação com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de acordo com um funcionário do governo americano.