Vários soldados libaneses, entre eles um oficial de alta patente, foram mortos neste sábado (6) em um ataque aéreo israelense contra um veículo militar no sul do Líbano. A informação foi divulgada pelo exército libanês por meio de uma publicação na rede social X.
De acordo com o comunicado, "vários militares, incluindo um oficial, foram mortos em um ataque aéreo selvagem e agressivo israelense" que atingiu o veículo na estrada entre Khardali e Nabatiyeh. A Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) identificou o oficial como um brigadeiro-general.
Contexto de violência apesar do cessar-fogo
A região de Nabatiyeh tem sido alvo de múltiplos ataques israelenses nos últimos dias, mesmo após o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, acordado entre os governos na quarta-feira (3). Na sexta-feira (5), pelo menos 21 pessoas morreram em bombardeios israelenses no sul do Líbano, segundo levantamento da CNN com base em dados da NNA.
O grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, rejeitou o cessar-fogo enquanto as forças israelenses permanecerem em território libanês. Neste sábado, as Forças Armadas de Israel emitiram novas ordens de evacuação para moradores de diversas vilas e cidades no sul do Líbano, alegando "violação do acordo de cessar-fogo pelo partido terrorista Hezbollah".
Relembre a escalada do conflito
O atual cenário de hostilidades remonta a 28 de fevereiro, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um ataque "de grande escala" ao Irã. O objetivo declarado era eliminar ameaças do regime iraniano, incluindo seu programa nuclear. Os ataques conjuntos de EUA e Israel resultaram na morte do então líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e causaram milhares de mortos e danos a patrimônios culturais, segundo autoridades e imprensa iranianas.
Em retaliação, o Irã lançou ataques em todo o Oriente Médio e fechou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O conflito se expandiu para o Líbano quando o Hezbollah atacou Israel em resposta à morte de Khamenei. Desde então, mais de 3.500 pessoas morreram em território libanês, conforme o Ministério da Saúde do país.
Com informações de CNN Brasil.