O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) informou que acionará a Polícia Federal após a plataforma Defesa Civil Alerta ser invadida e utilizada para enviar mensagens falsas a celulares em diversas regiões do país. O sistema foi desativado às 1h30 da madrugada de sábado (20), depois do disparo de um alerta extremo que não correspondia a nenhuma situação real de risco.
Invasão e conteúdo das mensagens
Segundo a Defesa Civil Nacional, o disparo foi ordenado remotamente por uma pessoa alheia ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. A mensagem enviada trazia a palavra “misantropia” ou variações do termo. Moradores de cidades como Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília receberam o alerta entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada de sábado.
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), vinculada ao MIDR, afirmou que o alerta era do tipo Alerta Extremo. Em nota, a Defesa Civil Nacional disse: “A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e tomará as providências para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas”.
Significado e repercussão
O termo “misantropia” significa aversão ou rejeição à humanidade, podendo também se referir a isolamento social, melancolia ou profunda tristeza, de acordo com o dicionário Michaelis. A escolha da palavra gerou surpresa nas redes sociais, já que não tem relação com fenômenos climáticos ou emergências. Além do alerta sonoro, moradores do Rio de Janeiro relataram ter recebido mensagens de texto com conteúdo incomum, como “misantropo ADRESS RJ burros dms pprt”, sem contexto e com erros de escrita, reforçando a suspeita de uso indevido da ferramenta.
Próximos passos
O sistema Defesa Civil Alerta, usado para emitir sons e mensagens para moradores de áreas sob risco de desastres como temporais, enchentes e deslizamentos, permanecerá fora do ar até que todas as condições de segurança sejam restabelecidas, conforme informou a Sedec. O episódio levou o MIDR a acionar a Polícia Federal para investigar o ataque hacker.