Um ataque a tiros ocorrido neste domingo 7 em três pontos de Israel, nas proximidades da fronteira com a Cisjordânia ocupada, resultou na morte de um homem e deixou ao menos cinco feridos, dois deles em estado grave. As autoridades israelenses classificaram o episódio como ataque terrorista.
De acordo com a polícia, o suspeito foi morto após uma breve perseguição. A arma e o veículo utilizados nos disparos, que aconteceram na região de Kochav Yair e arredores, foram apreendidos. Um segundo suspeito foi detido posteriormente por ter feito declarações que sugeriam envolvimento no ataque, conforme informou a polícia.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou: “Esta manhã, um terrorista hediondo saiu, chegou a Kochav Yair e, infelizmente, antes de ser eliminado, conseguiu assassinar um cidadão israelense e ferir outros”. O presidente Isaac Herzog afirmou estar “chocado com o horrível ataque terrorista” e ofereceu condolências à família da vítima, além de orações pela recuperação dos feridos.
O atirador foi identificado pela polícia como um cidadão árabe-israelense na faixa dos 20 anos, residente de Tayibe, cidade israelense próxima majoritariamente habitada por árabes israelenses. Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque imediatamente. O grupo militante palestino Hamas elogiou os ataques, mas não assumiu responsabilidade.
Após os disparos, soldados israelenses foram enviados a um dos locais no centro de Israel e a um assentamento israelense próximo na Cisjordânia, segundo comunicado do Exército. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, político de ultradireita, pediu uma “mudança profunda” entre os árabes israelenses, que representam cerca de 20% da população do país. “Um terreno perigoso e extremista de cultivo do terrorismo está crescendo e busca destruir o Estado de Israel”, afirmou.
Em março, Israel aprovou uma lei que prevê a pena de morte para palestinos condenados por terrorismo que matem cidadãos israelenses. O ministro da Segurança, Itamar Ben Gvir, também de ultradireita, destacou que a pena de morte vale igualmente para cidadãos árabes-israelenses. Essas pessoas, etnicamente palestinas, possuem cidadania israelense por não terem deixado suas casas após a fundação de Israel em 1948, e correspondem a cerca de 21% da população do país.
Com informações de CartaCapital.