O atacante Aymen Hussein, da seleção do Iraque, foi detido por autoridades de imigração no aeroporto de Chicago (EUA) e submetido a um interrogatório de sete horas, segundo a agência de notícias Shafaq News. O episódio ocorreu na chegada da delegação iraquiana aos Estados Unidos para a preparação da Copa do Mundo.

De acordo com a imprensa local, Hussein teria sido "tratado como um terrorista" durante o longo processo de investigação. A delegação do Iraque tentou por todos os meios conseguir a liberação do jogador de 30 anos, mas os esforços não surtiram efeito imediato. O restante do grupo seguiu para o alojamento sem o atacante.

Os agentes de imigração do aeroporto de Chicago alegaram uma suposta "confusão de nomes" entre o centroavante e outro cidadão iraquiano. Autoridades do Iraque mantiveram contato constante com os estadunidenses até que Hussein fosse liberado.

Herói da classificação

Aymen Hussein é o quinto maior artilheiro da história da seleção iraquiana e foi um dos grandes responsáveis pelo retorno do país à Copa do Mundo após 40 anos. Nas Eliminatórias Asiáticas, marcou oito gols em 15 jogos, ajudando a garantir a vaga na repescagem internacional. No jogo decisivo contra a Bolívia, em abril, o capitão marcou o gol da vitória por 2 a 1 que selou a classificação.

História pessoal

O atacante também é uma vítima dos horrores causados pela invasão dos EUA em 2003. O pai de Aymen Hussein, oficial do exército do Iraque, recebeu ameaças da Al-Qaeda e foi assassinado em 2008. O irmão mais velho, que assumiu o posto de provedor, foi sequestrado pelo Estado Islâmico (ISIS) em 2014 e seu paradeiro é desconhecido. Minutos após o desaparecimento do irmão, a casa de Hussein foi bombardeada e destruída pelos extremistas.

O atacante encontrou refúgio no futebol e se tornou um dos grandes ídolos de sua geração. Agora, Aymen Hussein espera fazer a diferença para o Iraque no Grupo I da Copa, ao lado de França, Senegal e Noruega.

Com informações de Trivela.