
Goiás 0 x 3 Operário-PR: veja todos os gols do jogo Enquanto Cabo Verde escrevia mais um capítulo histórico em sua trajetória no futebol mundial ao marcar os primeiros gols em uma Copa do Mundo e arrancar um empate por 2 a 2 diante do Uruguai, um dos jogadores que sonhava em viver esse momento de perto brilhava no Brasil: o atacante Berto, do Operário-PR. 🗞️ Leia mais notícias do Operário-PR ✅ Clique aqui e siga o canal do ge PR no WhatsApp 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Autor de dois gols na vitória do time paranaense por 3 a 0 sobre o Goiás, na Serrinha, pela Série B do Brasileiro, o atacante acompanhou com emoção o feito dos compatriotas e celebrou a campanha da seleção africana que estreia em Mundiais. O jogador, inclusive, é amigo de Vozinha, e revelou que o goleiro prometeu que só se aposentaria depois de levar Cabo Verde para uma Copa do Mundo. Convocado em duas oportunidades para a seleção caboverdiana, o atacante ficou fora da lista final para o Mundial. Mesmo distante do grupo, ele revelou ter acompanhado parte da partida durante o intervalo do confronto em Goiânia e não escondeu o orgulho pelo desempenho da equipe. — É um sentimento de orgulho. Acho que todo o país merece. Antes de começar a Copa, tínhamos 1% de chance de conseguir uma vitória ou mesmo passar do grupo. Hoje já temos mais do que 1%. Estou muito contente, claro que queria estar lá com os meus companheiros — disse. — No intervalo, eu perguntava ao nosso presidente como estava o jogo. Não tem como esconder a emoção de ver o meu país e os meus colegas conseguirem um feito tão histórico — concluiu. Berto celebra primeiros gols pela Série B com o Operário-PR Mateus Dutra/AGIF Feliz pelo sucesso do amigo Vozinha Entre os atletas que mais admira na seleção está o experiente Vozinha, goleiro e um dos líderes da equipe que ganhou destaque ao impedir que a Espanha conquistasse a vitória no jogo de estreia de Cabo Verde na Copa do Mundo. Segundo Berto, o arqueiro é símbolo da dedicação que levou o país ao principal palco do futebol mundial. — Ele merece tudo o que está acontecendo. Sempre defendeu Cabo Verde até o último momento. Dizia que só se aposentaria quando colocasse Cabo Verde em uma Copa do Mundo. É um trabalhador, uma pessoa honesta. Fico muito feliz por ele — comemorou Berto. + Gol histórico e muita festa: a noite inesquecível com empate de Cabo Verde Vozinha - Cabo Verde Buda Mendes/Getty Images Doping e sentimento de justiça Berto reconheceu que a suspensão por doping durante as Eliminatórias acabou pesando decisivamente em sua ausência na Copa do Mundo. O atacante ficou um ano sem atuar e acredita que seria injusto ocupar o lugar de atletas que participaram de toda a caminhada até a classificação inédita para o Mundial. — O peso do doping atingiu muito o fato de eu não poder estar junto dos meus colegas. Fiquei um ano parado e perdi toda a qualificação. Seria muito difícil e também muito injusto para os companheiros que conseguiram colocar Cabo Verde no Mundial. Mesmo com o jogo que fiz hoje, acho que não mudaria nada. Estou feliz pelo país e pelos meus companheiros, porque eles merecem — relatou Berto. Berto fala sobre campanha de Cabo Verde na Copa O jogador destacou ainda a importância da conquista para uma nação de pouco mais de meio milhão de habitantes e com recursos limitados para o desenvolvimento do esporte. — Eles estão lá desde o início, quando a gente tinha problemas financeiros. Cabo Verde é um país pobre. Ver o país nesse patamar, disputando uma Copa do Mundo, me deixa muito orgulhoso. A mim e a toda a minha família — falou o jogador. + Ilha de Cabo Verde é considerada a mais brasileira do arquipélago africano Boa fase e futuro na seleção Vivendo bom momento no Operário, Berto preferiu não alimentar expectativas sobre um eventual retorno à seleção de Cabo Verde. Aos 31 anos, ele afirmou estar focado apenas em manter o desempenho dentro de campo. Berto fala sobre relação com Vozinha — Eu procuro trabalhar todos os dias. Estou num foco muito grande. Talvez seja um dos anos em que estou com mais confiança na carreira. Agora é dar continuidade — pontuou o jogador. O atacante também comentou um episódio de racismo sofrido no Brasil no passado. Segundo ele, o caso ficou para trás e não alterou a visão positiva que construiu do país desde que chegou ao futebol brasileiro. — Já esqueci isso. Dei várias entrevistas sobre a situação. Não vou deixar um pequeno erro de uma pessoa tirar tudo de bom que vivi aqui. Fui muito bem recebido pelas pessoas do Operário. O Brasil é um país maravilhoso em termos de futebol, cultura e tudo mais — completou Berto. + Técnico fala sobre objetivo de Cabo Verde: "Nenhum povo festejar mais que nós" Hildeberto Pereira comemora gol do Operário-PR Luciano Brew/Divulgação Operário-PR Escolha feita pelo coração Nascido em Portugal, Berto explicou que a decisão de defender Cabo Verde aconteceu por convicção pessoal e ligação familiar. Apesar de ter passado pelas categorias de base da seleção portuguesa e atuar em clubes tradicionais do país, como Benfica e Braga, ele não hesitou quando recebeu o convite para representar a terra de seus pais. — Quando me ligaram, eu não pensei duas vezes. Aceitei o projeto com 24 anos. Não foi pelo dinheiro nem pela fama. Foi pelo amor, pelo carinho e por toda a minha família. Sabia que estaria representando as minhas origens. Foi uma decisão tomada com o coração. Enquanto aguarda novas oportunidades com a camisa de Cabo Verde, Berto segue concentrado na Série B. Com a vitória em Goiânia, o Operário chega a 22 pontos e pula para a quinta posição. Na próxima rodada, o time paranaense recebe o América-MG no sábado, às 11h (de Brasília), no Germano Krüger, em Ponta Grossa. O ge acompanha em Tempo Real. + Internet vai à loucura com gol de Cabo Verde contra o Uruguai; veja reações Hélio Varela comemora gol do empate de Cabo Verde contra o Uruguai Alex Slitz/Getty Images Mais notícias do esporte paranaense no ge.globo/pr