A ANABB intensificou a articulação em Brasília para tentar destravar, ainda em 2026, o projeto que isenta do Imposto de Renda os valores recebidos por trabalhadores a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

A movimentação gira em torno do PL 581/2019, em tramitação na Câmara dos Deputados. A entidade que representa os funcionários do Banco do Brasil definiu uma nova rodada de ofensiva política após reunião entre o presidente da associação, Valmir Camilo, o vice-presidente de Relações Institucionais, Augusto Carvalho, e o advogado, ex-deputado federal e consultor Vicente Cândido.

O primeiro passo será uma rodada de conversas, no início de julho, com as principais centrais sindicais que defendem a proposta. A avaliação é que a pressão coordenada pode ajudar a tirar o texto da gaveta em um ano de disputa por medidas de apelo direto ao trabalhador.

Outro flanco considerado prioritário é a interlocução com o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A estratégia é tentar assegurar que o impacto fiscal da eventual isenção já seja considerado nos parâmetros do Orçamento do próximo ano, reduzindo resistências à aprovação do projeto.

Na Câmara, a ANABB também vai retomar a articulação pela aprovação do parecer favorável da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) na Comissão de Finanças e Tributação, presidida pelo deputado Merlong Solano (PT-PI). Em paralelo, a entidade mantém a via judicial como frente complementar da disputa.

Para a ANABB, a isenção da PLR virou uma pauta de justiça tributária para os funcionários do Banco do Brasil e demais trabalhadores que recebem participação nos resultados. O desafio, agora, é transformar uma demanda sindical antiga em uma proposta fiscalmente viável para avançar no Congresso.

Publicidade