O estado de São Paulo vive um novo ciclo de transformação urbana, logística e industrial e por trás de boa parte desse movimento está o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Nos últimos três anos, as aprovações do Banco para São Paulo somaram R$ 152,6 bilhões, crescimento de 67% em relação ao período anterior. Só em 2025, para se ter ideia, os desembolsos atingiram R$ 46,3 bilhões, uma alta de 73,6% na comparação com 2024.
Circulação no estado
Os investimentos incluem, é claro, a mobilidade. São Paulo possui a mais extensa malha rodoviária do Brasil, com mais de 10.000 km, de acordo com dados do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do estado.
O destaque fica por conta da modernização da Rodovia Presidente Dutra, principal ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro e eixo logístico fundamental para a economia nacional. O projeto é apoiado pelo BNDES com R$ 10,75 bilhões, em uma combinação de debêntures e crédito. “Metade do PIB brasileiro passa pela Dutra. Melhorar essa rodovia significa aumentar a competitividade e a eficiência econômica, além de recolocar o Vale do Paraíba como polo econômico”, diz Aloizio Mercadante, presidente da instituição.
Continua após a publicidadeNa capital paulista, o Banco participa da expansão da Linha 2 do metrô, entre Vila Madalena e Vila Prudente, com financiamento de R$ 2,4 bilhões, e das obras da Linha 6-Laranja – nesse caso, o BNDES financia tanto o governo paulista quanto a concessionária responsável pelas obras, em uma operação que soma R$ 12,3 bilhões.
A transformação também passa pelos trilhos que conectam a capital ao interior. O Trem Intercidades Eixo Norte, que ligará São Paulo a Campinas, por exemplo, conta com R$ 6,4 bilhões em financiamento do Banco e prevê viagens de aproximadamente uma hora em um trajeto de 101 km. A expectativa é beneficiar 15 milhões de pessoas em 11 municípios, além de reduzir em 712 mil toneladas as emissões de gases de efeito estufa ao longo da vida útil do sistema.
Infraestrutura também é competitividade
Continua após a publicidadeOs investimentos têm impacto direto sobre produtividade, logística e atração de negócios. O Rodoanel Norte, apoiado com R$ 1,3 bilhão do BNDES, já começou a alterar a dinâmica do trânsito de caminhões na Região Metropolitana. Em cem dias de operação, mais de 1 milhão de veículos circularam pela via.
Continua após a publicidade“Metade do PIB brasileiro passa pela Dutra. Melhorar essa rodovia significa aumentar a competitividade e a eficiência econômica, além de recolocar o vale do paraíba como polo econômico
Aloizo Mercadante, presidente do BNDES
Outro símbolo desse processo é a modernização do Aeroporto de Congonhas. “O aeroporto passa por uma transformação que busca não apenas atender à crescente demanda, mas oferecer mais conforto, eficiência e sustentabilidade”, ressalta Mercadante. Com R$ 2 bilhões de investimento, a expectativa é elevar a capacidade de Congonhas para 29 milhões de passageiros por ano até 2028 – hoje, esse número é de 15 milhões.
Financiando a indústria do futuro
O olhar do Banco está voltado também para outros setores. Desde 2023, as aprovações para o complexo econômico-industrial da saúde somaram R$ 6,4 bilhões – parte deles direcionada ao Instituto Butantan, que recebeu financiamento de R$ 386 milhões para uma nova planta voltada à produção de bancos de vírus e células para vacinas e medicamentos biológicos.
Continua após a publicidade“A expansão dos nossos investimentos no estado confirma a reconstrução do BNDES como casa da indústria brasileira e o sucesso de uma política industrial estruturada, com previsibilidade e foco em modernização”, aponta o presidente do banco de fomento.
Na indústria aeronáutica, o BNDES aprovou, desde 2023, R$ 1,68 bilhão em financiamentos para a Embraer desenvolver novas tecnologias, incluindo o apoio à Eve Air Mobility, subsidiária que trabalha em uma aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL, na sigla em inglês). Ela deve começar a operar até 2027. Enquanto isso, já foram registrados mais de 2,9 mil pedidos de reserva de clientes em 13 países, representando potencial de US$ 14,5 bilhões em receita.
<span class="hidden">–</span>BNDES/Reprodução
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