A Argentina está classificada para o mata-mata da Copa do Mundo de 2026. Mas, se a vaga antecipada traz tranquilidade para Lionel Scaloni, a vitória por 2 a 0 sobre a Áustria, nesta segunda-feira (22), também reforçou uma preocupação que acompanha a atual campeã mundial: a excessiva dependência de Lionel Messi.
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Mais uma vez, foi o camisa 10 quem resolveu. Autor dos dois gols da partida, Messi não apenas garantiu os três pontos para a Albiceleste, como também escreveu mais um capítulo histórico em sua carreira ao se tornar o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, superando o alemão Miroslav Klose. Aos 38 anos, o craque segue desafiando o tempo e reafirmando sua condição de protagonista absoluto da seleção argentina.
O roteiro do jogo, no entanto, evidencia um problema. A Argentina dominou as ações durante boa parte do confronto, controlou a posse de bola e criou oportunidades, mas novamente encontrou dificuldades para transformar superioridade em gols sem a participação decisiva de Messi. O camisa 10, inclusive, desperdiçou um pênalti ainda no primeiro tempo, adiando o recorde histórico e provocando uma enxurrada de reações nas redes sociais. Mesmo assim, bastou uma nova oportunidade para que o astro resolvesse a partida.
O primeiro gol surgiu após boa jogada coletiva concluída por Messi, que finalmente alcançou a marca histórica. Já nos acréscimos, quando a Áustria pressionava em busca do empate, o craque apareceu novamente para selar a vitória e eliminar qualquer chance de reação adversária. Foi a sexta partida consecutiva de Copa do Mundo com gol do argentino, um feito que ajuda a dimensionar sua importância para a equipe.
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Se Messi sobra, o restante do setor ofensivo ainda deixa dúvidas. Lautaro Martínez teve participação discreta, enquanto os meio-campistas pouco conseguiram assumir o protagonismo criativo quando o camisa 10 esteve mais marcado. A sensação é de que a Argentina joga em função de Messi, estratégia que funciona quando se tem um jogador histórico em campo, mas que pode se tornar um risco diante de adversários mais fortes no mata-mata.
Defensivamente, a seleção sul-americana segue sólida. A equipe não sofreu gols pela segunda partida consecutiva e demonstrou organização para neutralizar as investidas austríacas. Ainda assim, o principal saldo da partida volta a ser o mesmo das últimas apresentações: a Argentina continua vencendo, mas depende excessivamente do brilho individual de seu maior ídolo.