O monitor de discriminação da FIFA na Copa do Mundo solicitou, nesta segunda-feira (15), o afastamento de um dos responsáveis pelo VAR na partida entre Alemanha e Curaçao, realizada no domingo em Houston, no Texas. O australiano Shaun Evans, oficial de revisão de vídeo da partida, foi flagrado supostamente fazendo um gesto associado a supremacistas brancos.

O gesto e a acusação

O gesto classificado como racista ocorreu antes do jogo, durante a apresentação da equipe de arbitragem de vídeo. Quando os oficiais do VAR foram exibidos na transmissão ao vivo, Evans fez um símbolo de “OK” invertido com a mão direita na frente da perna direita. Desde 2019, esse gesto, com polegar e indicador tocados em círculo e os outros dedos estendidos, foi designado como símbolo de ódio pela Anti-Defamation League, sediada em Nova York.

“O conselho de nossos especialistas é que o gesto usado claramente se assemelha a um símbolo de mão ‘OK’ invertido, usado como símbolo de ‘poder branco’ (‘white power’) em círculos globais de extrema-direita”, afirmou a rede Fare, parceira da FIFA e da UEFA para monitorar cânticos, bandeiras e símbolos racistas e discriminatórios em jogos internacionais.

Reação e posicionamento

A rede Fare, em comunicado, descreveu o gesto como “neonazista” e pediu o afastamento do árbitro. “Claramente, esse árbitro não deveria ter mais papel nesta Copa do Mundo”, declarou a entidade. Até o momento, a FIFA não se pronunciou sobre o caso.