Portugal precisava dar uma resposta. Depois da atuação apagada e do empate frustrante diante da República Democrática do Congo na estreia, a seleção comandada por Roberto Martínez entrou pressionada para a segunda rodada do Grupo K da Copa do Mundo de 2026. E a resposta veio em grande estilo. Nesta terça-feira (23), os portugueses atropelaram o Uzbequistão por 5 a 0, em Houston, recolocando sua candidatura ao título nos trilhos e dissipando, ao menos momentaneamente, as dúvidas surgidas após o primeiro compromisso.
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O principal personagem da reação portuguesa foi, novamente, Cristiano Ronaldo. Criticado pela atuação discreta na estreia, o camisa 7 respondeu como os grandes jogadores costumam fazer: dentro de campo. Logo aos seis minutos, aproveitou cruzamento preciso de João Cancelo para abrir o placar e tirar um peso considerável das costas da equipe. Ainda no primeiro tempo, voltou a balançar as redes e comandou uma atuação dominante dos lusitanos.
Além da atuação decisiva, Cristiano voltou a fazer história. Aos 41 anos, tornou-se o primeiro jogador da história a marcar gols em seis edições diferentes de Copa do Mundo, ampliando ainda mais um currículo já repleto de recordes. O desempenho diante dos uzbeques serviu também para silenciar os questionamentos sobre sua presença entre os titulares e reafirmar sua importância dentro da seleção portuguesa.
Mas reduzir a vitória apenas ao brilho de Cristiano seria injusto. Diferentemente da estreia, Portugal apresentou um futebol coletivo muito mais consistente. João Cancelo foi um dos destaques ao participar ativamente da construção ofensiva, enquanto Nuno Mendes marcou um belo gol em cobrança de falta e confirmou o excelente momento vivido na competição. Rafael Leão também deixou sua marca e ajudou a transformar a vitória em goleada.
A equipe portuguesa mostrou intensidade desde os primeiros minutos, pressionou a saída de bola adversária e praticamente não deu espaços para o Uzbequistão, estreante em Copas do Mundo. A fragilidade defensiva da seleção asiática facilitou o trabalho lusitano, mas o mérito de Portugal esteve justamente em não desperdiçar a oportunidade de construir uma vitória contundente.
Se a estreia havia deixado dúvidas sobre o potencial desta geração portuguesa, a goleada recoloca a seleção entre as equipes a serem observadas com atenção no restante do Mundial. Ainda há ajustes a serem feitos, especialmente contra adversários mais qualificados, mas o desempenho coletivo e o ressurgimento de Cristiano Ronaldo são sinais animadores.