A seleção brasileira venceu o Egito por 2 a 1 neste sábado, em amistoso realizado nos Estados Unidos, mas o resultado pouco esclareceu sobre o que esperar do time na Copa do Mundo. A atuação foi considerada regular, contra um adversário superior ao anterior (Panamá), e marcada pela proximidade do torneio, com riscos de lesão e controle de desgaste.

As duas principais novidades na escalação inicial do técnico Carlo Ancelotti não convenceram. O atacante Igor Thiago fez movimentos interessantes e abriu espaços, mas perdeu duas chances de gol. Já Lucas Paquetá apareceu menos do que o esperado, com participação esporádica na articulação entre meio-campo e ataque.

Entre os pontos positivos, o lado esquerdo ofensivo funcionou melhor, com Vini Jr e Raphinha criando jogadas promissoras no primeiro tempo. A presença ofensiva dos volantes também foi destaque: Bruno Guimarães marcou o primeiro gol aos cinco minutos e deu bom passe para Igor Thiago, repetido por Casemiro. Os dois gols saíram de roubadas de bola — a primeira de Bruno Guimarães, após cerco de Raphinha, e a segunda de Douglas Santos, que culminou no cruzamento de Raphinha para finalização de Endrick.

No segundo tempo, a mudança quase total na escalação não provocou uma revolução. Após o segundo gol, aos seis minutos, o Brasil diminuiu o ritmo, entrando em ritmo de treino, em parte devido à lesão muscular de Wesley no primeiro tempo. Isso limitou a chance de jogadores como Danilo Santos aproveitarem a oportunidade.

Ancelotti afirmou já ter a equipe definida para a estreia contra Marrocos. Para o técnico, os amistosos serviram mais para dar alternativas futuras do que para modificar a estratégia titular. “Nada o impede de arriscar na escalação”, ponderou a análise, citando que o Brasil chega atrasado ao Mundial, usando os últimos amistosos para observações em vez de consolidar um time titular.

Com informações de ge — Globo Esporte.