Uma dúvida comum entre consumidores é se a airfryer ou o forno elétrico pesa mais na conta de luz. A resposta depende não apenas da potência, mas do tempo de preparo de cada aparelho.
Para o comparativo, foram usados dois modelos populares no Brasil: a Philips Walita Essential Airfryer XL, com potência próxima de 2.000 W, e o Oster Forno Elétrico 42 L, que opera em torno de 1.800 W. O teste considerou alimentos congelados, como nuggets e empanados, cujas embalagens indicam tempos diferentes para cada equipamento.
Tempo de preparo e consumo
Nos pacotes, o tempo indicado para airfryer é de 10 a 15 minutos a 200 °C, enquanto o forno elétrico pede 20 a 30 minutos entre 200 °C e 220 °C. Para efeito de cálculo, foram considerados 15 minutos para a airfryer e 25 minutos para o forno.
O consumo é calculado pela fórmula: consumo (kWh) = potência (kW) × tempo de uso (horas). Assim, a airfryer consome 0,50 kWh por preparo (2 kW × 0,25 h), enquanto o forno elétrico consome 0,76 kWh por preparo (1,8 kW × 0,42 h). Mesmo com potência maior, a airfryer termina a receita mais rápido e consome menos energia.
Impacto mensal na conta de luz
Considerando um preparo diário durante 30 dias, o consumo mensal da airfryer é de 15 kWh e do forno elétrico, 22,8 kWh. Com base nas tarifas das maiores cidades de cada região do Brasil, os valores são:
- Curitiba (R$ 0,85/kWh): airfryer R$ 12,75; forno R$ 19,38
- São Paulo (R$ 0,95/kWh): airfryer R$ 14,25; forno R$ 21,66
- Brasília (R$ 0,83/kWh): airfryer R$ 12,45; forno R$ 18,92
- Fortaleza (R$ 0,97/kWh): airfryer R$ 14,55; forno R$ 22,12
- Manaus (R$ 0,84/kWh): airfryer R$ 12,60; forno R$ 19,15
A diferença mensal é pequena para uma refeição, mas aumenta com o uso. Quem prepara almoço e jantar diariamente pode praticamente dobrar esses valores.
Vantagens do forno elétrico
O forno elétrico ainda é mais adequado para assados grandes, lasanhas, frangos inteiros e receitas para famílias, além de permitir preparos simultâneos. Já a airfryer trabalha melhor com volumes menores; se houver muita comida de uma vez, o tempo de preparo aumenta e parte da vantagem energética se perde. Algumas receitas exigem múltiplas etapas, como abrir a cesta e virar alimentos, o que também pode elevar o consumo.
Conclusão
Para refeições rápidas e congelados, a airfryer leva vantagem, com gasto mensal cerca de 34% menor no cenário analisado. Já o forno elétrico compensa quando o objetivo é cozinhar grandes quantidades. A escolha ideal depende do tipo de uso: para nuggets, batata congelada e refeições individuais, a airfryer é mais econômica; para pratos maiores ou cozinhar para várias pessoas, o forno pode ser mais eficiente pela capacidade.
Com informações de Canaltech.