O movimento de agentes populares, que surgiu durante a pandemia de Covid-19, encerrou neste domingo (7) seu primeiro encontro nacional, realizado em Brasília. O evento, organizado pelo Movimento Brasil Popular, reuniu cerca de 800 agentes de 22 estados ao longo de três dias.
Durante o encontro, foram realizadas mesas de debate sobre as periferias urbanas do Brasil, os desafios da organização para a conquista de direitos e os próximos passos para a consolidação da categoria. Os participantes apresentaram uma extensa pauta de reivindicações voltadas a dar mais estrutura e reconhecimento à atividade.
De acordo com os organizadores, na emergência sanitária da Covid-19, marcada pelo negacionismo do governo de Jair Bolsonaro, movimentos sociais organizaram iniciativas como cozinhas populares, redes de apoio e ações de cuidado coletivo, efetivadas por agentes comunitários. Na gestão Lula, essas ações foram formalizadas e transformadas em políticas oficiais.
Entre as reivindicações do movimento estão ampliar o orçamento e a escala dos programas de agentes populares, além de envolver neles todos os ministérios com atuação social, econômica e ambiental. Também foi proposta a criação de um programa de subsídio para melhorias nas cozinhas solidárias vinculadas ao Ministério do Desenvolvimento Social, assegurando uma remuneração para as cozinheiras.
Outra demanda foi fomentar a criação de Centros Populares de Solidariedade, voltados à participação social e ao acesso a direitos nas periferias urbanas.
Com informações de Folha — Poder.