A Polícia Civil de Minas Gerais investiga uma denúncia de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso foi registrado no último sábado (13) pela Polícia Militar e ganhou repercussão após a divulgação do boletim de ocorrência.
O caso
Segundo o relato da vítima, o abuso aconteceu na noite de sexta-feira (12), no bairro Arvoredo, dentro da própria residência da adolescente, enquanto seus pais estavam ausentes. O que começou como um churrasco entre amigos, com a presença de oito jovens — incluindo amigas da vítima, o namorado de uma delas e outros conhecidos —, terminou em violência.

A jovem afirmou em depoimento que suspeita ter ingerido uma bebida adulterada com alguma substância, o que a fez perder a consciência. Ela acordou horas depois, sem memória do ocorrido, mas percebendo sinais de violência sexual. Ao recobrar a lucidez, viu-se sendo estuprada por dois adolescentes, enquanto um terceiro apenas observava a cena.
A investigação
Além dos três jovens presentes no momento do abuso, um quarto suspeito é investigado. A vítima relatou que ele admitiu participação por mensagens de texto trocadas posteriormente. A mãe da adolescente entregou essas conversas aos investigadores. A Polícia Civil confirmou a instauração de um inquérito para apurar as circunstâncias do crime. Em nota, a corporação ressaltou que, por se tratar de menores de idade e considerando a natureza do delito, as informações serão mantidas em sigilo para preservar a integridade dos envolvidos.
Reação da família
A família informou que a vítima está profundamente abalada emocionalmente e com dificuldades para retomar a rotina. Após o registro da ocorrência, a adolescente foi encaminhada ao Hospital de Contagem, onde passou por exames e recebeu os primeiros atendimentos. Parentes buscam suporte psicológico especializado para auxiliar na recuperação da jovem. A mãe declarou que acompanhará todas as fases da investigação e cobrará a responsabilização dos agressores.
Medidas legais
Por serem menores de idade, os quatro suspeitos não responderão criminalmente como adultos. Caso a participação de cada um seja comprovada, eles poderão ser submetidos a medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que incluem desde prestação de serviços à comunidade até internação, dependendo da gravidade do ato infracional análogo ao crime de estupro. A maioria dos suspeitos era conhecida da vítima por intermédio de um amigo de infância que esteve presente, mas não participou dos atos.