A coleção da Adidas em parceria com artesãs mexicanas de Naupan, que havia sido celebrada como exemplo de transparência e credibilidade, tornou-se alvo de denúncia após investigação da revista mexicana Proceso. A reportagem, assinada por Niza, aponta que as bordadeiras receberam o equivalente a US$ 1,80 por hora (cerca de R$ 9,00) pelo trabalho manual nos uniformes da seleção mexicana para a Copa do Mundo.
Na semana anterior, o lançamento da coleção havia sido noticiado com destaque para o uso de QR codes como ferramenta de rastreabilidade, descrito como “decisão criativa que dá credibilidade ao projeto” e exemplo de “transparência que transforma posicionamento em compromisso verificável”. A investigação, porém, contradiz essa narrativa ao revelar que o valor pago às artesãs está muito abaixo do salário mínimo mexicano.
A Adidas ainda não se manifestou oficialmente sobre a denúncia. O caso levanta questionamentos sobre as condições de trabalho na cadeia produtiva de grandes marcas esportivas e o real impacto de iniciativas de responsabilidade social.
Com informações de B9.