Dois dos cinco acusados de participação em um estupro coletivo ocorrido em janeiro de 2024, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, foram indiciados pela Polícia Civil por um crime semelhante contra outra adolescente, ocorrido em agosto de 2023, em Botafogo. O inquérito foi encerrado com o indiciamento, que também incluiu um terceiro suspeito.

Segundo crime em Botafogo

De acordo com a investigação da 12ª DP (Copacabana), o crime de 2023 ocorreu na rua São Clemente. A vítima, menor de idade, relatou ter sido atraída ao local por um adolescente de 14 anos — atualmente com 17 e apreendido por sua participação no estupro em Copacabana. Ele é um dos indiciados no caso. A mãe da menina depôs que a filha foi coagida a permitir a entrada de Gabriel Oliveira Palmieri, 24, e outro indiciado no quarto onde estava com o garoto, sendo submetida a sexo forçado com os três e agredida. O estupro foi gravado e o vídeo divulgado pelos agressores.

Com o indiciamento, os dois suspeitos (menores à época) irão responder por fato análogo a estupro coletivo qualificado, assim como a vítima, que também era menor. Gabriel Oliveira Palmieri foi indiciado por estupro coletivo qualificado. A polícia não informou se ele apresentou defesa. A corporação solicitou medidas cautelares, com proibição de aproximação da vítima.

Investigações e medidas judiciais

O delegado responsável pediu a manutenção das apreensões dos investigados por meio de novos mandados de busca e apreensão. O Ministério Público já se manifestou favoravelmente e encaminhou o processo para a Vara da Infância e da Juventude.

O caso de Copacabana

O crime que deu origem às investigações ocorreu na noite de 31 de janeiro de 2024, em um apartamento na rua Viveiros de Castro, em Copacabana, pertencente à família de um dos envolvidos. A vítima, uma jovem de 17 anos, foi convidada por mensagens de WhatsApp pelo ex-namorado, o menor de idade. A adolescente foi ao encontro dele e, enquanto tinham uma relação consensual, os outros rapazes entraram no quarto. A jovem afirmou ter sido impedida de sair. Quatro jovens foram presos e um adolescente apreendido. Dois dos acusados, estudantes do colégio Pedro 2º, foram expulsos da instituição.

O exame de corpo de delito confirmou vestígios de conjunção carnal recente, atos libidinosos e violência real, com lesões nas regiões genital, glútea e dorsal. Um vídeo gravado no elevador do prédio após o ocorrido mostra o grupo de cinco acusados aparentemente comemorando. Em um trecho, um deles diz:

"A mãe de alguém teve que chorar, porque as nossas mães hoje..."