O acordo firmado nesta segunda-feira, 15, entre Estados Unidos e Irã para interromper a guerra no Oriente Médio inaugurou uma fase de incertezas quanto a outros focos de tensão na região. O pacto, que põe fim ao conflito direto entre as duas nações, não abrange, no entanto, os demais cenários de instabilidade que envolvem atores como Israel, Líbano, Síria e Gaza.
Impactos sobre Israel e o Líbano
As relações entre Israel e grupos apoiados pelo Irã, como o Hezbollah no Líbano, permanecem como pontos críticos. Analistas observam que o acordo pode alterar a dinâmica de poder, mas não elimina as hostilidades históricas. No Líbano, a influência iraniana sobre o Hezbollah continua sendo um fator de tensão com Israel, e o cessar-fogo entre EUA e Irã não se reflete automaticamente nessa frente.
Situação na Síria e em Gaza
Na Síria, a presença militar iraniana e de milícias aliadas é alvo constante de ataques israelenses. O acordo pode reduzir a escalada, mas não resolve a disputa pelo território sírio. Em Gaza, o grupo Hamas, também alinhado ao Irã, mantém rivalidade com Israel. A trégua entre EUA e Irã não interrompe os confrontos periódicos na região, que seguem como fonte de instabilidade no Oriente Médio.