Plantas que crescem bem, com folhas saudáveis, mas nunca florescem podem ter problemas específicos de cultivo. O engenheiro agrônomo Gaspar Yamasaki, do canal Cultivando no YouTube, lista seis causas comuns para a falta de floração.

1. Luminosidade insuficiente

Segundo Yamasaki, a falta de luz é o principal motivo. Espécies como roseira, rosa-do-deserto, lantana, petúnia, hibisco e girassol precisam de no mínimo quatro horas de sol direto por dia. Já antúrio, lírio-da-paz, orquídea Phalaenopsis, gloxínia e violeta africana se adaptam a ambientes internos, desde que recebam bastante claridade ou sol fraco.

2. Clima inadequado

Plantas de clima frio, como tulipas, orquídeas Cymbidium, hortênsias, narcisos, prímulas e rododendros, necessitam de temperaturas abaixo de 15°C por algumas semanas para estimular a floração. Em regiões quentes, a floração é escassa ou inexistente.

3. Adubação desbalanceada

O excesso de nitrogênio, comum no uso exclusivo de torta de mamona, favorece o crescimento de folhas em detrimento das flores. Yamasaki recomenda o uso de bokashi (adubo orgânico) ou fertilizantes químicos específicos para floração.

4. Poda na época errada

Podar antes da floração pode remover botões em formação, como ocorre com azaleias e caliandras. O ideal é podar logo após o fim da floração.

5. Planta muito jovem

Muitas espécies só florescem ao atingir determinada idade. Frutíferas plantadas por semente, por exemplo, podem levar anos para florescer. Se a planta ainda é pequena, pode não ter atingido a maturidade reprodutiva.

6. Fotoperíodo inadequado

Plantas de dias curtos, como crisântemo, poinsétia, flor-de-maio e kalanchoe, florescem quando as noites são mais longas que 12 horas. Em regiões próximas à linha do Equador, a pouca variação sazonal prejudica a floração. A exposição à luz artificial à noite também pode inibir o processo. Simular dias curtos guardando a planta no escuro das 17h às 8h por semanas é possível, mas pouco prático.

Com informações de Folha — Cotidiano.