A 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo será realizada no próximo domingo (7) na avenida Paulista, região central da capital paulista. A organização estima receber mais de 4 milhões de participantes. A concentração está marcada para as 12h no Vão Livre do Masp.

Em entrevista ao programa Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, Matheus Emílio, membro da diretoria da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, fez um resgate histórico do evento, que começou em 1996 na Praça Roosevelt. “É muito interessante observar essas três décadas de manifestação, porque a gente pode ver com bastante clareza como as conquistas e os direitos da população LGBT+ que hoje nós temos passaram pela Avenida Paulista antes de chegarem aos tribunais”, afirmou.

Emílio citou dois exemplos dessa trajetória. Em 2005, a parada levou às ruas a demanda por direitos civis; em 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu o direito à união de pessoas do mesmo sexo. Outra pauta foi a criminalização da LGBTfobia, tema da parada em 2006; em 2019, o STF equiparou a LGBTfobia ao crime de racismo.

“Além de diversos outros exemplos que a gente pode mencionar também, tanto de direitos da população trans, direito à doação de sangue e diversas outras questões que já foram temas da parada de São Paulo e hoje são conquistas que nós temos no âmbito do direito por tribunais, por meio de processos judiciais. Claro que ainda tem um longo caminho pela frente para que isso de fato torne-se lei e o nosso legislativo possa assegurar também esses direitos”, defendeu.

O programa Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea pelo YouTube do Brasil de Fato.

Com informações de Brasil de Fato.