A 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo ocorre neste domingo (7) na Avenida Paulista, reunindo milhares de pessoas. Com o tema "30 Anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma", o evento propõe um debate sobre a importância do voto e da participação democrática na defesa dos direitos da população LGBT+.

A primeira edição foi em 1996, na Praça Roosevelt, e a partir de 1997 passou a ocupar a Avenida Paulista. Ao longo dos anos, a parada abordou temas como reconhecimento da união estável, direito à identidade de gênero, adoção por casais homoafetivos e criminalização da LGBTfobia. No ano passado, o foco foi o envelhecimento.

Matheus Emílio Pereira da Silva, diretor da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), afirmou: "Hoje é um marco para nós, pois todos os direitos que hoje temos da população LGBT+ passaram aqui pela Avenida Paulista." Ele lembrou que temas como união estável (2005) e criminalização da LGBTfobia (2006) foram levados à parada antes de serem reconhecidos pelo STF. "Isso mostra a importância da Parada de São Paulo nessas três décadas de lutas", reforçou.

Apesar das conquistas, Silva destacou que ainda é necessário um compromisso do Legislativo para assegurar os direitos na lei, não apenas por decisões judiciais. Por isso, a edição de 2024 enfatiza as eleições: "É importante conscientizar nossa população para que elejam e votem em pessoas comprometidas com os direitos LGBT e com a sociedade como um todo", disse.

Este ano, a parada conta com 14 trios elétricos, contra 17 em 2023 e 19 em 2022, devido a uma redução de 60% na receita com patrocinadores. O desfile segue pela Avenida Paulista e Rua da Consolação até a Praça da República, com início às 10h. Artistas como Pabllo Vittar, Gloria Groove, Pepita e Melody se apresentam, além da presença da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello.

A ministra afirmou: "O Ministério dos Direitos Humanos tem marcado presença na Parada. A de São Paulo é a maior do mundo." Ela destacou a campanha "O Brasil é de Todas as Cores: Para Todas as Pessoas" e lembrou que o ministério enviou ao Congresso a Política Nacional de Direitos LGBT, que abrange desde empoderamento até enfrentamento à violência.

A secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, informou que o ministério firmou acordo técnico com o Ministério da Justiça e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para produzir dados governamentais sobre violência contra a população LGBT+. "A partir daí, vamos construir protocolos mais institucionais que ajudem em todo o processo, desde o acolhimento da denúncia até a investigação e o sistema de justiça", explicou.

Com informações de CartaCapital.