A 30ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo ocorre neste domingo (7) na Avenida Paulista, reunindo uma multidão. Com o tema 30 Anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma, o evento propõe um debate sobre a importância do voto e da participação democrática na defesa dos direitos da população LGBT+.

A primeira edição da Parada foi em 1996, na Praça Roosevelt, e no ano seguinte passou a ocupar a Avenida Paulista. Desde então, o evento levou às ruas discussões como reconhecimento da união estável, direito à identidade de gênero, adoção por casais homoafetivos e criminalização da LGBTfobia. No ano passado, o tema foi o envelhecimento.

“Hoje é um marco para nós, pois todos os direitos que hoje temos da população LGBT+ passaram aqui pela Avenida Paulista”, afirmou Matheus Emílio Pereira da Silva, diretor da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP). Ele lembrou que temas como união estável (reconhecida pelo STF em 2015) e criminalização da LGBTfobia (equiparada ao racismo pelo STF) foram debatidos na Parada antes de chegarem aos tribunais.

Apesar das conquistas, Silva destacou que ainda há desafios: “A gente precisa ainda de um compromisso do nosso Legislativo para assegurar esses direitos na letra da lei – e não apenas com decisões judiciais”. Por isso, o tema deste ano são as eleições, para conscientizar a população LGBT+ a votar em candidatos comprometidos com seus direitos.

Este ano, a Parada conta com 14 trios elétricos, contra 17 em 2024 e 19 em 2023, devido a uma redução de 60% na receita com patrocinadores, segundo os organizadores. A queda afetou também ações sociais e culturais da APOLGBT-SP.

O desfile começou às 10h, percorrendo a Avenida Paulista e a Rua da Consolação até a Praça da República. Entre os artistas presentes estão Pabllo Vittar, Gloria Groove, Pepita, Diego Martins, Melody, MC Soffia, entre outros. A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, também participou.

“O Ministério dos Direitos Humanos tem marcado presença na Parada. A de São Paulo é a maior do mundo, então é uma alegria para a gente estar aqui”, disse a ministra. Ela destacou a campanha O Brasil é de Todas as Cores: Para Todas as Pessoas e informou que o ministério enviou ao Congresso a Política Nacional de Direitos LGBT, que aborda enfrentamento à violência contra pessoas LGBTQIA+.

A secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, afirmou que o ministério firmou acordo técnico com o Ministério da Justiça e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para produzir dados governamentais sobre violência contra a população LGBT+. “E, a partir daí, vamos construir protocolos mais institucionais que ajudem em todo o processo, desde o acolhimento da denúncia até a investigação e o sistema de justiça”, explicou.

Com informações de Agência Brasil — Direitos Humanos.